Fiscalização em Cachoeira do Piriá e Santa Maria do Pará flagra camarão, peixe salgado e vísceras bovinas transportados sem refrigeração e sem documentação sanitária, garantindo a segurança alimentar da população paraense.
A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) inutilizou mais de 9 toneladas de produtos de origem animal durante ações de fiscalização da Operação Semana Santa nos municípios de Cachoeira do Piriá e Santa Maria do Pará. A iniciativa reforçou o combate ao transporte clandestino e irregular de alimentos, protegendo a saúde pública e o abastecimento interno no período de maior demanda.
No posto de fiscalização de Cachoeira do Piriá, localizado na divisa entre o Pará e o Maranhão, os agentes apreenderam uma carga com nove toneladas de camarão. Já em Santa Maria do Pará, foram retirados de circulação aproximadamente 200 quilos de peixe salgado e vísceras bovinas. Todos os produtos apresentavam irregularidades graves no transporte e armazenamento.
Os itens eram transportados de forma clandestina, sem refrigeração adequada, o que os tornava impróprios para o consumo humano. Além disso, as cargas não possuíam selo de inspeção nem a documentação sanitária obrigatória. O pescado apreendido em Santa Maria do Pará havia saído do município de Castanhal e seguia em um caminhão baú, acondicionado de maneira irregular em caixas de papelão.
O condutor do veículo, identificado como Matheus Ramos, afirmou que realizava apenas o serviço de frete e desconhecia a falta de documentação. “Eu apenas faço o frete. Não fui informado pelo proprietário sobre a documentação dos produtos”, declarou.
O fiscal estadual agropecuário Joylson Canto destacou os riscos à saúde pública. “São produtos clandestinos, sem documentação sanitária, que provavelmente chegariam à mesa do consumidor”, afirmou. Ele explicou que, embora a operação priorize o controle da saída de pescado do Estado, a fiscalização também abrange outros produtos de origem animal para coibir irregularidades gerais.
Todo o material apreendido foi incinerado para impedir qualquer possibilidade de reaproveitamento ou comercialização.
A Operação Semana Santa teve início em 28 de março e seguiu até 3 de abril de 2026, com ações concentradas em barreiras estaduais e pontos estratégicos de fiscalização. A medida cumpre o Decreto Estadual nº 5.262, de 12 de março de 2026, que determina a permanência do pescado produzido no Pará no mercado interno durante o período da Semana Santa, com o objetivo de garantir o abastecimento e evitar alta de preços.
O decreto suspendeu a emissão de documentos para a movimentação de pescado in natura, fresco, resfriado, congelado ou curado para fora do território paraense entre 22 de março e 3 de abril de 2026. Produtos com selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), provenientes de indústrias registradas, seguem regras específicas.
Além da ação repressiva, as equipes da Adepará realizaram abordagens educativas, orientando condutores sobre as exigências sanitárias, verificando documentação, origem e condições de transporte dos produtos.
A operação reforça o compromisso do Governo do Estado com a segurança alimentar da população paraense, especialmente em um período de alta procura por pescado.






