José Jacinto da Silva foi detido horas após o crime que vitimou Katiana Lopes da Silva e Val Frendson em lava jato; esposa do suspeito e delegado detalham relação comercial desgastada e supostas ameaças mútuas.
Canaã dos Carajás, sudeste do Pará — Horas após o duplo homicídio registrado na manhã de segunda-feira (15), a Polícia Civil e a Polícia Militar efetuaram a prisão de José Jacinto da Silva, principal suspeito do crime ocorrido em um lava jato na Avenida Agenor de Paiva.
As vítimas foram identificadas como Katiana Lopes da Silva e Val Frendson. Segundo as investigações iniciais, o casal foi morto a tiros no estabelecimento. Um vídeo que circula nas redes sociais e aplicativos de mensagens registra uma discussão anterior entre Katiana e José Jacinto, com empurrão visível durante o desentendimento. Até o momento, não há confirmação oficial de que as imagens tenham sido gravadas no dia do crime.
Em entrevista, Edvânia da Conceição, esposa de José Jacinto, relatou que o conflito tem origem em uma relação comercial. “Ele tinha um contrato com o Uval, de 10 mil. Então, ele deu 10 mil para nós, para pagar enquanto nós tivéssemos lava-jato e ele locador, eles iam lavar com a gente”, explicou. A esposa do suspeito afirmou que o casal direcionava veículos locados para o lava jato e que, recentemente, a vítima teria iniciado ameaças exigindo a devolução do dinheiro.

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O delegado responsável pela apuração confirmou que o suspeito alega ter agido em legítima defesa. De acordo com ele, José Jacinto mantinha uma relação comercial desgastada com o casal há algumas semanas e chegou a registrar boletim de ocorrência por supostas ameaças. No dia do crime, as vítimas teriam ido ao lava jato, onde teriam proferido ofensas morais e físicas. O suspeito relatou ter acreditado que Val Frendson iria pegar uma arma dentro do carro, momento em que efetuou os disparos.
Após o crime, José Jacinto fugiu em um veículo CRV branco, de cliente, que estava no local. Ele foi avistado na rodovia BR-155, entre Sapucaia e a Vila Água Fria, e preso em operação conjunta das polícias Civil e Militar de Sapucaia. O irmão do suspeito estava com ele no momento da abordagem, prestando apoio na fuga, mas não há indícios de participação prévia no crime. Pela relação familiar, ele é isento de pena por favorecimento pessoal, salvo se for comprovada participação anterior.
A Polícia Militar isolou o local e comunicou imediatamente a Polícia Civil, que realizou os primeiros levantamentos. O Instituto Médico Legal (IML) removeu os corpos. As circunstâncias, motivação exata e todos os detalhes do caso ainda estão em investigação.






