Ação coordenada pelo Ministério Público de Minas Gerais mira rede interestadual de tráfico de drogas, associação ao tráfico e lavagem de dinheiro, com desdobramentos em cinco estados.
Curionópolis (PA) – Nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo de Atuação Especial de Inteligência e Segurança Institucional (GSI), cumpriu mandado de busca e apreensão em apoio à Operação K9, deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
A diligência, realizada no município de Curionópolis, no sudeste do Pará, teve como objetivo ampliar a coleta de evidências, desarticular o grupo investigado e interromper práticas criminosas em andamento. A operação integra um esforço nacional contra o crime organizado, com foco na desestruturação de redes de apoio às atividades ilícitas.
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As investigações apontam para uma ramificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) atuando de forma estruturada, com divisão de funções, articulação interestadual e envolvimento em tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, lavagem de dinheiro e, possivelmente, homicídios. O nome “K9” faz referência ao apelido dado pelo PCC ao principal alvo da ação.
Além do Pará, a Operação K9 teve desdobramentos em Minas Gerais (principalmente no Vale do Aço), Bahia, Pernambuco e Piauí, onde o Gaeco/MPPI cumpriu mandado em Campo Maior. Ao todo, foram cumpridos 47 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão. Até o momento, nove pessoas foram presas, com a apreensão de R$ 227 mil em dinheiro, três armas de fogo, aparelhos celulares e porções de maconha.
A ação contou com a participação integrada de Gaecos de diferentes estados, polícias Civil e Militar, reforçando a importância da cooperação interinstitucional para o enfrentamento qualificado ao crime organizado em âmbito nacional.






